Vejo os rios sofrendo a convulsão, debatem-se preso as margens artificiais, espumando-se, olha-se para frente, a fumaça cobrindo o horizonte, os olhos se irritam e em meio à multidão solitária alguém grita: É o Progresso! Progresso? Sinto no Avanço a tragédia aquém do Retrocesso, mas ele Insiste: ―Progresso, progresso… Progresso! Isto se chama progresso? Concreto pelo caminho, todos seguem sozinhos num viajar sem regresso? Progresso nas águas do rio junta a ganância dos homens, e os pobres de bolsos vazios? Como amenizar sua fome? Progresso num sinal de fumaça, nesta guerra de chaminés, e o ser humano é caça? Senão, afinal o que é? Sigo eu amedrontado a multidão solitária e absurda, e de tímpanos violentados, a nova corroída e surda; meus olhos choram irritados, é propaganda somente, estamos petrificados, somos gente com medo de gente; Progresso onde as religiões, formam deuses de posse tribal, Progresso de explorações, meu Deus faz o bem e o mal; progresso de imigrações, de tradições tão fechadas, que neste centro de decisões, perdem-se numa cilada… E o crime! O Crime corre na rua, mulheres mortas e violentadas, e enquanto pesquisam Marte e a Lua, crianças são abandonadas… Isto se chama Progresso? Há algo tão desumano? Ah! Na revista veio impresso: “O Computador é o homem do ano”.
Foi lá que morreu o meu sonho… Num chão batido deu seu último suspiro, mas ainda ecoa ...
Ah, mas no outro dia, entre mentiras e meias verdades, assisto a desfile de modas, novelas, entrevistas, ...
Vejo os rios sofrendo a convulsão, debatem-se preso as margens artificiais, espumando-se, olha-se para frente, a fumaça ...
Ah! Mas bem antes deste meu ingresso, nestemundo de armadilhas de Avanço ou Retrocesso eu colhia vogais ...
Ah, do Paraíso da vida interiorana, triste regresso,deixei um lugar onde tudo era tão verdade, para encarar ...
Tortuoso caminho se deu meu retorno, numa cidade de armadilhas, trilhas, atalhos, onde há o marcado baralho, ...
Venha! Não vamos compactuar desta desgraça, não nos misturemos à maldita fumaça, da ambição, do desamor, nas ...
Ah, quanta insatisfação… Há uma desordem dentro de mim, quase nada me satisfaz, em tudo que procuro ...
Boa tarde, poeta Barata Cichetto. Como vai, nobre pensador Áureo Alessandri? Como vão meus nobres companheiros, de ...
Neste terreno onde às vezes me refugio, da loucura entre Avanço & Retrocesso, é um espaço, um ...
Hoje, não sei por quê! Tão pouco peço, mas sinto a brisa, pela fresta, entrar ardente. Embora ...
Olhem! Percebam! Eu lhes peço! É cruel demais ver tanto descaso, neste mundo de Avanço & Retrocesso ...
Vaza do meu corpo a imensidão do mundo, numa viagem inexoravelmente constante, nesta última fila de espera, ...
A minha vida é uma Cerca Viva. Dentro dela passa o tempo como um rio solitário levando ...
Aos poucos vai despertando este Gigante, pelos homens, que neste instante, em todas as partes onde se ...
Ah, deixe-me correr atrás do sonho! Se há emoção, há vazão num poema, num graveto, num casco ...
Estamos em junho, o mês das Festas Juninas, masnas noites, nenhum recanto luminoso brilha, nenhum fogos, sem ...
