Ah! Mas bem antes deste meu ingresso, nestemundo de armadilhas de Avanço ou Retrocesso eu colhia vogais e consoantes jogadas em meu terreno, ainda era pequeno quando delas comecei cuidar, nasceram palavras, pedaços de versos e poemas, sementes que plantei ao acaso, sem nenhum cuidado, tal qual a experiência de um broto, eis que depois de tantas geadas surgiram sinais verdes. Aparece você meu primeiro livro, meu belo fruto. Pensei não fosse vê-lo em vida e, se meus agressores me tivessem morto, por certo ocorreria um aborto e ninguém conheceria o humilde ponto verde do meu caminho que me levou à vida interiorana, e a diante a vida urbana. Hoje, eu sou fruto das decisões dos grandes centros, do ritmo frenético da cidade, o sonho da terra, do chão, do arvoredo, perderam-se entre as esplêndidas variedades, desta maldita e incrível agitaçãourbana, protagonista de minha vida moderna onde montanhas de concreto são feitas pelo homem que nos fins de semana deixa as cavernas, e sob a chama de tocar o cinza pelo verde, milhões de Moisés, em fila, poluem o deserto, em busca da terra prometida, tentam encontrar um Oásis por perto. Mas que pena, pois a chama se apaga no domingo, e no pouco momento que resta, o homem pensa em levar a cidade para o Campo e plantar um Shopping Center na floresta.
Foi lá que morreu o meu sonho… Num chão batido deu seu último suspiro, mas ainda ecoa ...
Ah, mas no outro dia, entre mentiras e meias verdades, assisto a desfile de modas, novelas, entrevistas, ...
Vejo os rios sofrendo a convulsão, debatem-se preso as margens artificiais, espumando-se, olha-se para frente, a fumaça ...
Ah! Mas bem antes deste meu ingresso, nestemundo de armadilhas de Avanço ou Retrocesso eu colhia vogais ...
Ah, do Paraíso da vida interiorana, triste regresso,deixei um lugar onde tudo era tão verdade, para encarar ...
Tortuoso caminho se deu meu retorno, numa cidade de armadilhas, trilhas, atalhos, onde há o marcado baralho, ...
Venha! Não vamos compactuar desta desgraça, não nos misturemos à maldita fumaça, da ambição, do desamor, nas ...
Ah, quanta insatisfação… Há uma desordem dentro de mim, quase nada me satisfaz, em tudo que procuro ...
Boa tarde, poeta Barata Cichetto. Como vai, nobre pensador Áureo Alessandri? Como vão meus nobres companheiros, de ...
Neste terreno onde às vezes me refugio, da loucura entre Avanço & Retrocesso, é um espaço, um ...
Hoje, não sei por quê! Tão pouco peço, mas sinto a brisa, pela fresta, entrar ardente. Embora ...
Olhem! Percebam! Eu lhes peço! É cruel demais ver tanto descaso, neste mundo de Avanço & Retrocesso ...
Vaza do meu corpo a imensidão do mundo, numa viagem inexoravelmente constante, nesta última fila de espera, ...
A minha vida é uma Cerca Viva. Dentro dela passa o tempo como um rio solitário levando ...
Aos poucos vai despertando este Gigante, pelos homens, que neste instante, em todas as partes onde se ...
Ah, deixe-me correr atrás do sonho! Se há emoção, há vazão num poema, num graveto, num casco ...
Estamos em junho, o mês das Festas Juninas, masnas noites, nenhum recanto luminoso brilha, nenhum fogos, sem ...
