Estamos em junho, o mês das Festas Juninas, masnas noites, nenhum recanto luminoso brilha, nenhum fogos, sem barulho, no céu brilha. Faz frio e ainda há o temor do amanhã, que angustia, há tristeza diante de tantas incertezas e está difícil achar quem as desfaça, fazendo voltar no rosto àquela graça, como luz do sol na longa via. As lojas, os restaurantes há tanto tempo fechados, agora abrem-se, mas estão vazias, não vejo mais suas bocas grandes mastigando e vomitando pessoas cheias de pacotes, apagaram o esplendor da agitação urbana – o vai e vem daqueles que consomem, a cidade teve suas ruas transformadas em becos sujos, há encontro de jovens nas ruas, nas discotecas, nos bailes clandestinos, música alta, risos e gritos ecoando noite afora. Há duas realidades, numa os que estão presos em suas casas e os que “ruidosamente aproveitam o que resta de suas vidas” aí, tudo acontece, as gatas borralheiras, ainda meninas são estupradas e “o príncipe encantado”, rouba, assalta, vira manchete de jornal, ocupa a mídia, entra e sai da escola do crime, e , não nada além do grito selvagem, alucinante e desesperador do que a realidades de um povo ameaçado. As autoridades fazem sua parte, porém as leis são por demais benevolentes. Por isso não me vejo mais tão ledo, o ardente ar de outrora, meu rosto não festeja, apenas solidão, ansiedade e medo, é o olhar gelado que me beija. Os políticos e os religiosos fazem vista grossa, fingem não entender a triste melodia, entoada pelo coral da sociedade, nos quatro cantos do País. Passam em surdina e vão para suas confortáveis casas, suas mansões e, sob o calor da lareira, tomam sua champagne, seu whisky, seu vinho quente, aí não há o perigo das enchentes e ao seu lado, como animal doméstico, a sorte se deita, não estão tão longe da floresta fria de concreto, um mundo de Avanço & Retrocesso, onde o povo, pobres animais humanos, tem a morte à espreita. Só nos restando o artifício, de ocultar a dor sob o sorriso, como meu semblante por ofício, contente faz do Inferno… Paraíso.
Foi lá que morreu o meu sonho… Num chão batido deu seu último suspiro, mas ainda ecoa ...
Ah, mas no outro dia, entre mentiras e meias verdades, assisto a desfile de modas, novelas, entrevistas, ...
Vejo os rios sofrendo a convulsão, debatem-se preso as margens artificiais, espumando-se, olha-se para frente, a fumaça ...
Ah! Mas bem antes deste meu ingresso, nestemundo de armadilhas de Avanço ou Retrocesso eu colhia vogais ...
Ah, do Paraíso da vida interiorana, triste regresso,deixei um lugar onde tudo era tão verdade, para encarar ...
Tortuoso caminho se deu meu retorno, numa cidade de armadilhas, trilhas, atalhos, onde há o marcado baralho, ...
Venha! Não vamos compactuar desta desgraça, não nos misturemos à maldita fumaça, da ambição, do desamor, nas ...
Ah, quanta insatisfação… Há uma desordem dentro de mim, quase nada me satisfaz, em tudo que procuro ...
Boa tarde, poeta Barata Cichetto. Como vai, nobre pensador Áureo Alessandri? Como vão meus nobres companheiros, de ...
Neste terreno onde às vezes me refugio, da loucura entre Avanço & Retrocesso, é um espaço, um ...
Hoje, não sei por quê! Tão pouco peço, mas sinto a brisa, pela fresta, entrar ardente. Embora ...
Olhem! Percebam! Eu lhes peço! É cruel demais ver tanto descaso, neste mundo de Avanço & Retrocesso ...
Vaza do meu corpo a imensidão do mundo, numa viagem inexoravelmente constante, nesta última fila de espera, ...
A minha vida é uma Cerca Viva. Dentro dela passa o tempo como um rio solitário levando ...
Aos poucos vai despertando este Gigante, pelos homens, que neste instante, em todas as partes onde se ...
Ah, deixe-me correr atrás do sonho! Se há emoção, há vazão num poema, num graveto, num casco ...
Estamos em junho, o mês das Festas Juninas, masnas noites, nenhum recanto luminoso brilha, nenhum fogos, sem ...
