Vômito de Metáforas | Democracia à Venda. Na Bacia das Almas

Estou mesmo muito cansado da arrogância dos falsos profetas. E aqueles que aos montes se dizem poetas. E que me (não) me desculpem, verdadeiros patetas. Comedores de porpétas. Que minhas quatro avós conchetas. Chamariam de idiotas. Arrogantes e agiotas. E com certeza lhes chutariam a enorme bunda. Que não boia feito merda, mas afunda. Feito uma poça medíocre de vômito imundo. Que com sua blenorragia poética. Mais parece com a antiética. Revolução comunista. Que fodeu o artista. E o fez virar astro de televisão. Porque na sua visão. Gramscista. Mais vale a vida de um comunista. Que a de um outro judeu ou ateísta. Porque o que importa. E o que comporta. “É a causa da revolução”. Uma porca involução. Isso me cansa. Mas a morte me diz: descansa. É que estou exausto de tanta inglória luta. Com tanto filho da puta. Chamando miséria de culpa do capitalismo. E falar que a Quitéria. É a rainha do Socialismo. Sol-cialismo? Me poupem desse cismo. Que “Socialismo e Liberdade” é não apenas uma inverdade. Como pura falta de criatividade. Que nem o Marx, o Rei da Maldade. Poderia conceber. E se um dia um Óscar fosse para receber. Pela atuação canastrona. Não seria o filme em que quem manda é a matrona. Mas o discurso do Barroso. Ser abjeto e horroroso. Que afirma que o Manoel foi quem a eleição perdeu. Mas foi o povo que se fodeu. E o ser indecoroso. E muito perigoso. É apenas o Bobo na Corte de Alexandre, o Pequeno. Que não poupa seu veneno. Para nos envenenar. E ainda canta sua cantiga de ninar. E ao maluco sem dedo. Conta seu segredo. Que mais tarde ou mais cedo. Retira o medo. Do povo cagado. Que finge ser gado. Preferindo ser marcado. Do que enforcado. Pelo Juiz togado. Que fala em defesa da tal Democracia. Que está na das almas bacia. A preço de liquidação. Como bem reza a Constituição. E então o povo pelado. Assustado. De medo cagado. Acha mesmo que beber gelado. É o que estraga a dentição. Porque o Guarda da Constituição. Sabe que este país não é uma nação. Apenas uma aglomeração. De gente sem vergonha. Que acredita em cegonha. E ainda sonha. Com cachaça. E picanha de graça. Enquanto lhe ronda a desgraça. — Houve o tempo da inocência. E também o tempo da indecência. Mas estamos vivendo no da ausência. Quando não existe consciência. De tudo que acontece no avião do Presidente. Na antessala do Suplente. E nem na cama. Da Primeira-dama. Que come grama. E de urubu de meu louro chama. Quando acaba a porcaria. Que estava acostumada na estrebaria. A engolir. Até tossir. E vomitar. — Mas não vou ninguém imitar. E longe de mim incitar. E nem mesmo poesia maldita recitar. Mas apenas esperar. Sem exasperar. Que a roda rapidamente gire. E que inspire. A quem deve inspirar. Porque agora pouco consigo respirar. E vejo meu tempo expirar. Com a tristeza de um pai zeloso. Que foi trocado pelo Caetano Veloso. Pelo Gilberto Gil, um preto gentil. E pela pica sebosa. Da criatura ardilosa. Que arrancou o dedo para vagabundear. E pelo mundo alardear. Que é tão santo. Que merecia um manto. Mas que eu como ateu. Chamo mesmo de canalha. Lamentando não ter uma navalha. — Agora me deito. Sozinho em meu leito. Porque meu cansaço. E a dor pungente em meu braço. Sabem do que eu faço. Antes de dar em mim mesmo um abraço. E sozinho me deitar. Só não posso aceitar. A covardia. Que dia-adia. Vejo reinar. Vejo crescer como o mato na praça. E como a desgraça. Que todas as noites chega para me atormentar. E que ainda espero não irão me matar. Porque não haverá por mim ninguém a lamentar. E apenas a uma mortal víbora desdededa. E bem mijada. Continuarão a amamentar. Até que seu poder, de tanto aumentar. Será tão mortal. Quanto a fúria mortal. De um psicopata decidido. Que foi esquecido. No fundo de um porão. E que depois arromba o portão. E come a sua comida. Fode sua mulher oprimida. E sai pela porta da penitenciária. Quites com a diária. Como se fosse um coitado. Preso e açoitado. Quando na verdade é um desgraçado. Nada engraçado. Que estupra sua filha. E depois ganha uma ilha. No Sol de Parador. Onde mora o porco Ditador. Bem ao Sul do Equador. — Em mim o Câncer que não é o Trópico. Apenas outro tópico. Avança como um comunista. E mesmo que insista. Não me foge a conquista. Mas me escapa a única importante cura. Que vencer não a doença, mas a Ditadura.

17/05/2024

Do Livro:
Vômito de Metáforas
Barata Cichetto
Gênero: Crônicas Poéticas
Ano: 2024
Edição:
Editora: BarataVerso
Páginas: 248
Tamanho: 20 × 20 × 1,50 cm
Peso: 0,500

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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