Vômito de Metáforas | Apocalypse Now: Eclipse do Mal. “O Horror. O Horror. O Horror”. E Não é Um Filme de Terror

Foi quando. E de modo inicialmente brando. Estreou um filme sem Marlon Brando. Que se poderia chamar “A Ilha do Medo”. E para ninguém foi segredo. Que mais tarde ou mais cedo. O enredo. Se tornaria. Numa patifaria. Galhofaria. Sem a participação de Betty Faria. E quem tomaria. Ou melhor assaltaria. O estrelato. Em sentido estrito e lato. Correlato. Seria de fato. Um Coronel Kurtz falsificado. Identificado. Apenas pela careca lustrosa. Escorregosa. Limbosa. Pastosa. Mas que muito parecia na pintura. E na ditadura. Com o louco traidor. Porco ditador. E as semelhanças aí não terminam. Nem eliminam. Qualquer comparação. Da realidade com a ficção. Porque numa cuja nação. Que tinha um gigante sem noção. Foi jogada na perdição. Sem contradição. E o Coronel Kurtz tropical. Enredou cenas de vendaval. Carnaval. E roubou até cena do hospital. “O horror, o horror!” disse o Kurtz original. E no fim se deu mal. Em “Apocalypse Now”. Mas no filme nacional. O nada brando. Acabou quebrando. A hierarquia. Instaurou sua própria monarquia. E então elucubrando. E acabou tarando. Se achando. E comandando. Uma rede de intrigas. Comprou brigas. E a todas ganhou. Porque alguém pagou. Seu Soros. Ou outro ouroboros. De seus tesouros. Para touros. Acalmar. Desarmar. Desmamar. Desamar. E assim foi seguindo o Coronel de toga. Colocando em voga. Sua vontade. Acima da liberdade. Da honestidade. E da vontade. Popular. Ninguém então podia pular. Sem que Kurtz tropical. Desse seu aval. E até no Carnaval. E no canavial. Foi ele mandar. Comandar. Desmandar. Mandar prender. E mandar repreender. Porque nunca manda soltar. A si próprio criou um altar. De veneração. Adoração. E até o ladrão. Que não é o maior. Mas o melhor. Comeu na sua mão. Tendo que engolir Chuchu em Agosto. E fazer o gosto. Do Coronel. Pinel. Falso feito o Leonel. E o Abravanel. E nesta história. Que não é uma estória. E fala de uma escória. Sem glória. Não tem anel. Mas tem Rodoanel. A granel. E um tonel. De aguardente. Apenas ao presidente. Imprudente. Indecente. Que ganha presente. Mas é sempre ausente. Porque o mando. Não é do Brando. Mas do postiço. Mortiço. Do Kurtz impostor. Virou o Compostor. Sumo-pastor. Questor. Gestor. E se arvorou como Rei como o xará na Macedônia. E transformou em Babilônia. A antiga colônia. Todos os cinemas foram obrigados a exibir a película. Embora fosse ridícula. E de roer a cutícula. Sobre o risco de cancelada matrícula. E até na vinícola. Na avícola. Foi se meter o mau ator. Que queria mesmo ser cantor. De banda de Death Metal. Mas se deu mal. Então achou que ser coadjuvante. Embora fosse ainda um estreante. Irrelevante. Sem comprovante. Lhe era estressante. Enervante. E então foi adiante. E buscou o agravante. Buscando na estante. O roteiro para ser não um estreante. E encontrou no “Manifesto Comunista”. E no dinheiro do Capitalista. Um falso comunista. O meio de sua conquista. E certo de sua pista. Comprou do dentista. Ao frentista. Até o copista. O desenhista. E o artista. Todos a seu dispor. E sem nunca supor. Sem tirar nem por. Comprou o vereador. O governador. O senador. E a todos pode dispor. — E quando estreia esse filme dramático. Perguntou Gramático. Amanhã disse o Pragmático. É agora falou o Empático. E assim foi com o Sistemático. O Antipático. O Carismático. O Enfático. O Lunático. O Apático, O Diplomático. O Estático. Mas quando chegou a vez do Democrático. Que como pós-socrático. Defensor do estoicismo. Do epicurismo. E ceticismo. Disse que esse tal de comunismo. É apenas um abismo. Entre a humanidade. E o verdadeiro humanismo. E que a verdade. É de uma simplicidade. Tão extrema. Quanto suprema. Que não entende apenas o comprado. O malvado. Ou o filho levado. Do ditador. Aquele mesmo que não sente a dor. E se acha o grande comedor. E que fodeu a filha do Senador. A nora do Governador. E até a esposa do Vereador. E que não dita. Nem na sua maldita cama. Onde dorme a dama. Que não é a primeira. Rameira. A ser companheira. De um usurpador. Chupador. Estripador. Estuprador. De cadeia. Que sempre teceu sua teia. Fodeu sua aldeia. E agora incendeia. A nação que roubou. Esnobou. Que acha que lhe enrabou. Mas que foi ele quem zombou. Da pobreza. Esculachou a tristeza. Favoreceu a nobreza. E destruiu a pureza. De filhos bastardos. Tarados. Fingidos de bardos. Que fingiam retardos. Para comer o cu do escritor. Descritor. De sua malvadeza. Que sem beleza. Nem gentileza. Tratou de não aceitar. Ou receitar. A fórmula da infidelidade. E da confidencialidade. E que para sua própria infelicidade. Caiu na cidade. Da cumplicidade. Com a promiscuidade. E cuja prioridade. É agir contra a vontade. Daqueles a quem a Liberdade. E o agir com hombridade. É fundamental necessidade. E que nesta cidade. Que diz prezar a tal Diversidade. É a iniquidade. A única peculiaridade. — E então como acaba esse filme de terror? Pergunta o generoso leitor. Que também é eleitor. E digo que não sei a resposta. Porque tudo o que eu falar será bosta. Mas penso que revendo a história. Eu vejo a escória. Sendo varrida. Corrida. Da face da Terra. E sempre assim encerra. Um capítulo de uma humana novela. Esta ou aquela. Mas sempre outra inicia. E então vicia. O espectador sem cultura. Que acha que qualquer ditadura. É a melhor estrutura. E na sua moral baixa estatura. Pensa que a liberdade é uma convenção. Uma confecção. Ou até mesmo uma invenção. De outra estação. Outro estúdio de televisão. Sem a visão. De que o futuro não pode ser mudado. Por um soldado. Um cabo e um sargento. Nem por um Coronel Kurtz togado. Um Chuchu mastigado. Ou um desgraçado. Sem um dedo na mão.

07/05/2024

Do Livro:
Vômito de Metáforas
Barata Cichetto
Gênero: Crônicas Poéticas
Ano: 2024
Edição:
Editora: BarataVerso
Páginas: 248
Tamanho: 20 × 20 × 1,50 cm
Peso: 0,500

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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