Arte: Barata

Vômito de Metáforas | As Aventuras do Coelho Pernalonga e o Velho de Barbalonga

E, querem saber, senhoras e senhores, bichas e sapatas da minha nação: fodam-se todos, que não ser lembrado é melhor que ter herdado o que não lhes pertence. Entenderam, filhos do Inominável da terra do nordeste onde faz frio? E da vadia que mata soldado? Claro que sim, porque herdaram de mim, do que saiu de meu escroto, a intendência do mundo. Só não lembrem como esqueceram, que fui eu e não o anão, o que lhes permitiu existir. Mesmo que agora a contragosto. Ah, claro, logo chega Agosto… Para seu desgosto. Ah… É duro ser livre, ser poeta e ser morto, na terra onde quem manda. Come no café da manhã um prato de grama. E que ainda chama. De Primeira Dama. E proclama a República Popular do Brazilquistão. “That’s all, folks”. A seguir assistam o Coelho Pernalonga, e as Novas Aventuras na Ilha da Fantasia. Gravado ao vivo em Brasília. Com a participação muito especial. E muito mais que sensacional, do apresentador do Jornal Nacional, aquele que disse em rede para o mundo, que o descondenado “nada deve à Justiça”. E por preguiça, esqueceu de ler toneladas de processos. Porque tinha ingressos para o jogo entre Venezuela e Cuba, no qual houve empate de 90 X 90, com sessenta de prorrogação, porque o Juiz era brasileiro, e achou que no estrangeiro, qualquer tempo era de corrupção. E pelas suas falsas regras morais, esqueceu que o goleiro cubano e o técnico pernambucano, nem poderiam estar jogando. E esqueceu de lembrar que a partida tinha que acabar antes de um ano, porque na súmula havia um engano, na escalação, da tal seleção. E, se eu não me engano, um plano de deixar ganhar quem perdesse, porque o campeonato era mesmo roubado. E coitado de quem se ofendesse. — E agora preciso parar. Porque está para chegar o rabecão. Aquele que carrega criminosos à antessala da instituição que protege a Constituição, como se fosse sua própria redenção. Paro por aqui, porque acá, como acolá, uma andorinha, e muito menos um baratatinha, não faz verão, mas espero e acredito que um tempo que não verei, mas verão, chegará um Verão, em que choverão farpas e balas, e nas valas não haverão lugares para os covardes e suas maldades, para os padres e suas falsidades, e nas covas rasas serão sepultados os ditadores, que a insondáveis horrores, submeteram a toda uma nação. E até seus odores serão perfumados, com cores que lembrarão, sem condição, as dores por que passou uma sofrida nação. Não durmam em paz, causídicos, não repousem nas camas dos palácios emoldurados, senhores descondenados, porque um dia, talvez numa hora, minuto ou segundo, se não soldados, mas homens moldados pela verdadeira justiça, adentrarão ao átrio, e tudo aquilo que é pátrio, retornará a quem realmente pertence, que é quem construiu este pais, que parece um aprendiz, mas que jogará no chiqueiro os porcos que junto com os ratos lhe transformou num puteiro, onde patas e galinhas míopes, se misturam a filhos sem pai, filhas sem mãe, e filhos da puta sem desculpa. Espero sua ligação, das nove as dezoito para as seis. Mas fale em português, e para a minha própria proteção, e em retaliação, não ligue a cobrar, porque fica mais caro de lhe ferrar. Então é melhor esperar, e ligar quando eu for cagar, porque assim minha merda, não irá lhe fazer engasgar.

13/05/2024

Do Livro:
Vômito de Metáforas
Barata Cichetto
Gênero: Crônicas Poéticas
Ano: 2024
Edição:
Editora: BarataVerso
Páginas: 248
Tamanho: 20 × 20 × 1,50 cm
Peso: 0,500

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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