Vômito de Metáforas | Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores – A Revanche

Estou de resguardo. Como se dizia antigamente sobre mulher recém parida. E como tal me guardo. E cuido da minha ferida. E aguardo. A flecha desferida. Por um sujeito pardo. E sua querida. Enquanto carrego o fardo. De não comido a Margarida. Porque eu era um bardo. E a preterida. Fedia feito um moscardo. Porque Margarida que se cheirasse não era flor. Porque fedia mofo e bolor. Mas seja como for. Eu bem que queria desfolhar aquela flor. Deflorada pelo pedreiro. Mas depois veio o carpinteiro. E o encanador. Que foderam Margarida. Piranha fedida. No mato e no corredor. Na frente do vendedor. E só me arrependo. De não ter comido a Rosa. E me surpreendo. Pela minha conduta desonrosa. Mas um dia eu aprendo. De forma gloriosa. Com reza ou com dor Que todas as flores fedem. Nas mãos de um ditador. E que todas as dores medem. A altura do imperador. Mas seja de um jeito ou de outra forma. Porque comer uma comida. É sempre a norma. A ser seguida. — Lembra-me agora o verbete do dicionário. Que define putas vazias. E meu abecedário. Que fala de flores vadias. Comidas por um tal revolucionário. Que usa coque. E odeia o Roque. E em certos dias imaginários. Penso nos Templários. Sanguinários. E suas ideias vagas. E nos proletários. E suas ideias pagas. Com o dinheiro do fundador. E nas urbanas pragas. Que o Sindicato do Crime Organizado. Chama de Vítimas da Sociedade. — E agora que estou mesmo perdido. Me arrependo de não ter comido. A Margarida. Que tinha uma buceta fedida. E gostava de ser chupada. E também não ter fodido a cunhada. Do corno poeta. Que era também de flor alcunhada. Que podia até mesmo ser um profeta. Mas que sempre gostou de uma bela vagina. Mas que nunca se imagina. Fodendo a Regina. Porque essa não tinha nome flor. E era prima de um soldado. Que no quartel era chamado. De “Beija-flor”. E de arrependimento em arrependimento. Encaro meu tormento. Lembrando das flores que eu não devorei. Ou que implorei. E que nem de joelhos. Ou pulando feito aos coelhos. Conseguir trepar. Papar. E teve duas elianas. Três rosanas. E tantas outras anas. Em cujas xanas. Nunca meu pau consegui enfiar. Chegando até mesmo a desconfiar. Que em mim mesmo eu não podia confiar. E assim desafiar. Minha própria liberdade. E a própria Lei da Gravidade. Virando a cidade. De pernas para o ar. E enfiando nela meu dedo anular. Mas agora falar. Das putas que nunca quiseram me dar. Ou o oposto. Porque eu não tinha gosto. É mais fácil do que reconhecer. Daquelas que eu sem merecer. Fodi o rabo. E enfiei até o cabo. Para depois me arrepender. E falo das que foram esposas. Velhas e sujas raposas. Fedorentas mariposas. Foram rosas e dálias. De porcas genitálias. Em cujos pés não cabiam sandálias. E também outras duas que engoliam espadas. E trepavam até em escadas. De igrejas consagradas. Então tive que aprender que às vezes bater punheta. É melhor que comer buceta. Mas já que cometo agora minhas façanhas. Em falar de um monte de piranhas. Também preciso falar da que foi a rainha do meu puteiro. E que em lugar primeiro. Me deixou inteiro. Contente feito um rameiro. Também do jardim é Girassol. Que vigia o caminho do Sol. E à Puta Santa. Eu fodi no almoço e antes da janta. Em cima do tanque e de uma planta. Embaixo do cobertor e em cima da manta. E era sempre uma luta. Deixar de foder aquela puta. Porque sempre queria. Aquela tal de vadia. Dar a buceta de todo jeito. E era tão gostoso e perfeito. Que até em seu peito. Me deixava esporrar. E dava o cu sem reclamar. Bebia minha porra sem cuspir. E sabia como ninguém se despir. Mostrando a buceta depilada. E a bunda empinada. — Mas agora preciso esquecer. Porque antes de escurecer. Tenho que vencer uma batalha. Com aquilo que se espalha. E lembrar do quintal dos fundos. Onde canalhas imundos. Fodem putas sem preço e sem valor. De aspecto sujo e incolor. Vadias rosáceas. Vazias galináceas. Que abortam fetos inocentes. Por causa de seus atos indecentes. — E antes que eu me esqueça. E algo me aconteça. Que tenho muito a velar. E a revelar. Depois de ter ido. E após ter sido. Nunca como Augusto ou como Rui. Mas apenas ter sido. E ter ido. Como fui.

11/05/2024

Do Livro:
Vômito de Metáforas
Barata Cichetto
Gênero: Crônicas Poéticas
Ano: 2024
Edição:
Editora: BarataVerso
Páginas: 248
Tamanho: 20 × 20 × 1,50 cm
Peso: 0,500

Barata Cichetto, Araraquara – SP, é o Criador e Editor do BarataVerso. Poeta e escritor, com mais de 30 livros publicados, também é artista multimídia e Filósofo de Pés Sujos. Um Livre Pensador

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